Global Private Banking and Wealth Management Survey 2009

Global Private Banking and Wealth Management Survey 2009  

A pesquisa aponta que o grande objetivo dos gestores de grandes fortunas é reconquistar a confiança e credibilidade depois que vieram à tona grandes fraudes envolvendo investimentos, corroborando dessa forma para que o nível de ceticismo de seus clientes torne-se latente, a ponto de 53% destes afirmarem que baseiam suas decisões de investimentos em suas próprias informações.


Embora a pesquisa revele que os gestores de fortunas estão cada vez mais sofisticados na segmentação de clientes, somente 19% alia isso à oferta de serviços diferenciados para cada segmento. Mesmo que os gerentes de relacionamento (CRMs) tenham aumentado o tempo alocado no contato com clientes (41% do tempo alocado, comparado com 30% em 2007), 65% deles o consideram ainda insuficiente para prestar um nível de serviço adequado e 20% admitem que não compreendem claramente as expectativas e os desejos dos clientes. O tema planejamento tributário é, por exemplo, o segundo item mais citado pelos CRMs dentre os quais desejariam receber treinamento adicional, sendo este um aspecto também considerado pelos gestores como de prioritário aprimoramento.

Aproximadamente 40% dos CEOs acredita que os custos operacionais podem ser reduzidos entre 10% e 20% nos próximos dois anos, ainda assim, o principal objetivo nesse mesmo prazo é oferecer as condições necessárias para o crescimento dos negócios. Conquistar essas metas aparentemente paradoxais exigirá mais do que ações tempestivas de simplismente reduzir pessoal, mas deverá considerar uma reavaliação holística da gestão de custos – incluindo alternativas desde a descontinuidade de produtos que estejam fora de sua vocação até possíveis fusões e aquisições.

No contexto Brasileiro há ainda desafios extras para a gestão de custos dos gestores de fortunas independentes, que inicialmente desenharam seus modelos de negócio para um cenário de altos retornos e maior apetite ao risco dos clientes, que tem se revelado, ao menos no curto prazo, o oposto da realidade considerando a crise atual.

A automação de processos é o segundo item na lista de estratégia operacional dos COOs e 82% deles planejam fazer algum upgrade significativo em seus processo e sistemas nos próximos dois anos. Dos COOs entrevistados, 42% indicaram que tem dificuldades para elaborar um relatório consolidado para cada cliente, o que tem sido uma necessidade básica demandada pelos clientes.e o upgrade antes mencionado deverá servir para eliminar esse “gap”..
No mundo, a terceirização e centros compartilhados de serviços estão se tornando opções cada vez mais populares, com gestores terceirizando mais e mais elementos da cadeia de valor. Vemos o avanço de white labelling e open architecture à medida que eles permitem ao gestor manter o foco para seu core business e delegar a terceiros os demais processos que se tornaram commodities. Os modelos de terceirização e a forma de estruturá-los serão também um diferencial competitivo no futuro.

No âmbito regulatório será necessário planejar-se para o aumento nos custos de observância e compliance, em função de possíveis exigências para aumento de capital, atualização de normas e diretrizes dos reguladores e auto-reguladores, assim como  alterações nas regras de comissões e taxas, pacotes de remuneração atrelados a riscos e modelos de compensação.


Idioma:
Inglês
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Global Private Banking e Wealth Management no Brasil 2009

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Contato: João Santos

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